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Diário de Bordo – Festival SXSW EDU E SXSW 2026

30 de abril de 2026 Diário de Bordo

Neste Diário de Bordo, gostaríamos de compartilhar um pouco da vivência no SXSW EDU e na SXSW 2026, em Austin, no Texas.

Foram dias cheios de provocações, mas voltamos com uma sensação bem clara de que, no meio de tanta discussão sobre tecnologia e futuro, podemos destacar um chamado para o que é fundamentalmente humano: a conexão, o pertencimento e a agência.

Ao mesmo tempo, ficou a impressão de que muitas das respostas que o mundo está buscando são exatamente as perguntas que o Instituto já vem trabalhando.

Por isso, queremos compartilhar alguns desses insights como um convite para refletirmos juntos sobre o que estamos construindo.



No meio de tanta inovação, o que mais apareceu foi o humano


Em várias conversas sobre Inteligência Artificial e futuro da educação, o que mais apareceu foi um chamado por conexão, pertencimento e sentido.

Como um lembrete coletivo de que, no fim, aprender continua sendo um processo profundamente humano, e o que vai fazer diferença no mundo, a partir da disseminação de modelos de IA, é a nossa capacidade singular de nos conectar com os outros.


O futuro da educação já parece muito com o que a gente acredita e faz


Muitas ideias apresentadas como tendências globais soaram familiares, como protagonismo dos estudantes, aprendizagem mais significativa e engajamento como condição para aprender.

Ficamos com uma sensação muito forte de que estamos no caminho certo e voltamos ainda mais orgulhosos do trabalho que estamos realizando e do quanto o que defendemos faz sentido.


Curiosidade não é detalhe, é ponto de partida

Uma crítica recorrente foi como os modelos tradicionais acabam apagando a curiosidade dos alunos.

Houve também um reforço importante de que aprender começa justamente na vontade de explorar, perguntar e descobrir.

Mais uma vez, isso reforça a direção do nosso trabalho. Colocar a curiosidade no centro é condição para que a aprendizagem aconteça de verdade.


Nem toda inovação responde à pergunta certa


A visita à Alpha School foi provocadora e trouxe uma reflexão importante.

A escola, em Austin, reorganiza o tempo escolar com cerca de duas horas de aprendizado acadêmico personalizado via Inteligência Artificial e o restante dedicado a projetos, sem professores tradicionais, apenas mentores.

A IA pode, de fato, nos ajudar a responder como tornar a aprendizagem mais eficiente. Mas a pergunta mais essencial, sobre como torná-la significativa, com pertencimento e sentido, ainda parece em aberto.



Inteligência Artificial não é o ponto de partida, é uma escolha de caminho

A discussão sobre Inteligência Artificial passa muito mais pelo propósito do que pelo uso em si. Quando colocada a serviço de uma educação com sentido, protagonismo e conexão, ela pode potencializar muito do que já sabemos que funciona. Sem esse direcionamento, tende a se tornar apenas mais uma camada de eficiência, sem necessariamente transformar a experiência de aprender.


O Brasil tem mais a ensinar do que a gente conta

Participar de um espaço global deixou ainda mais evidente o quanto temos experiências potentes para compartilhar, especialmente na construção de soluções em contextos complexos e desiguais.

Existe um repertório sólido de experiências, conhecimento e dados sendo construído por aqui. O próximo passo é ocupar esses espaços com mais intencionalidade e contar melhor as histórias que já estamos vivendo.



Quer acompanhar mais episódios do Diário de Bordo? Continue explorando o blog do Instituto Escolas Criativas.