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Folclore na escola: como manter vivas as tradições com a Aprendizagem Criativa

21 de agosto de 2026 Artigos

Saci, Iara, Boto Cor-de-Rosa, Curupira, Mula sem cabeça… esses personagens fazem parte do imaginário popular brasileiro, mas você sabe de onde vem o termo folclore e por que comemoramos essa data?

Celebrado internacionalmente em 22 de agosto, o Dia do Folclore está ligado à criação da palavra folklore pelo escritor inglês William John Thoms, em 1846.

Ao unir folk (povo) e lore (saber), ele buscou nomear os conhecimentos tradicionais que atravessam gerações e ajudam a contar a história de cada comunidade. Para Thoms, o termo significava “saber tradicional de um povo”.

No Brasil, a comemoração foi oficializada em 1965 pelo Decreto nº 56.747, com o objetivo de valorizar e preservar o folclore brasileiro, incentivar os estudos na área e reforçar sua importância para a formação cultural do país.

A escola também tem um papel importante na preservação e na ressignificação dessas manifestações culturais ao criar oportunidades para que os estudantes conheçam, compartilhem e vivenciem as tradições presentes nas comunidades.



A importância de falar sobre tradições na escola

Incorporar o folclore e outras expressões culturais ao cotidiano escolar, para além das datas comemorativas, cria novas possibilidades de aprendizagem e de construção de conhecimento.

Quando essas temáticas são trabalhadas com intencionalidade pedagógica, tornam-se oportunidades de aproximar os conteúdos da realidade dos estudantes, valorizar diferentes saberes e reconhecer as influências de povos indígenas, africanos e europeus presentes na formação do folclore brasileiro.

Assim, em vez de apresentá-lo apenas por meio de personagens, lendas ou costumes conhecidos, é possível explorar histórias, modos de viver e formas de expressão que ampliam o contato com a diversidade cultural brasileira.



Como a Aprendizagem Criativa pode ajudar

A Aprendizagem Criativa pode tornar o contato com as tradições mais significativo e participativo.

Ao investigar as histórias, experimentar as brincadeiras, desenvolver suas próprias produções e compartilhar as ideias com os colegas, os estudantes deixam de ser apenas espectadores e assumem um papel ativo na construção do conhecimento.

Esse envolvimento permite que se aproximem das manifestações culturais de forma mais autoral, relacionando o que já conhecem com o que descobrem ao longo do processo.



Estudantes mais conectados às suas raízes

Conhecer as tradições e manifestações culturais presentes no próprio território pode fortalecer o vínculo dos estudantes com a sua comunidade, a sua história e a sua identidade cultural porque permite que eles reconheçam elementos que fazem parte da sua própria vivência e compreendam o significado dessas práticas no contexto em que estão inseridos.

Esse contato também pode despertar a curiosidade, incentivar a troca de experiências e ampliar o reconhecimento das diversas formas de viver, criar e se expressar.



Mais engajamento de maneira natural

Quando as propostas pedagógicas partem de elementos presentes no cotidiano e na cultura dos próprios alunos, elas contribuem para um envolvimento maior com a aprendizagem, aproximando os conteúdos trabalhados na escola de referências que eles já conhecem.

A partir dessas referências, brincadeiras tradicionais, como ciranda, pular corda e cobra-cega, contação de histórias e lendas, além de pesquisas sobre músicas, festas e outras expressões culturais, podem servir como ponto de partida para experiências criativas.

Esse trabalho também ajuda a compreender como a cultura se transforma à medida que é vivida e reinterpretada. Por isso, manter vivas as tradições folclóricas significa preservar sua memória e, ao mesmo tempo, criar espaços para que sejam conhecidas e continuem sendo compartilhadas pelas novas gerações.

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