Diário de Bordo – Festival SXSW EDU E SXSW 2026
Neste Diário de Bordo, gostaríamos de compartilhar um pouco da vivência no SXSW EDU e na SXSW 2026, em Austin, no Texas.
Foram dias cheios de provocações, mas voltamos com uma sensação bem clara de que, no meio de tanta discussão sobre tecnologia e futuro, podemos destacar um chamado para o que é fundamentalmente humano: a conexão, o pertencimento e a agência.
Ao mesmo tempo, ficou a impressão de que muitas das respostas que o mundo está buscando são exatamente as perguntas que o Instituto já vem trabalhando.
Por isso, queremos compartilhar alguns desses insights como um convite para refletirmos juntos sobre o que estamos construindo.
No meio de tanta inovação, o que mais apareceu foi o humano
Em várias conversas sobre Inteligência Artificial e futuro da educação, o que mais apareceu foi um chamado por conexão, pertencimento e sentido.
Como um lembrete coletivo de que, no fim, aprender continua sendo um processo profundamente humano, e o que vai fazer diferença no mundo, a partir da disseminação de modelos de IA, é a nossa capacidade singular de nos conectar com os outros.
O futuro da educação já parece muito com o que a gente acredita e faz
Muitas ideias apresentadas como tendências globais soaram familiares, como protagonismo dos estudantes, aprendizagem mais significativa e engajamento como condição para aprender.
Ficamos com uma sensação muito forte de que estamos no caminho certo e voltamos ainda mais orgulhosos do trabalho que estamos realizando e do quanto o que defendemos faz sentido.
Curiosidade não é detalhe, é ponto de partida
Uma crítica recorrente foi como os modelos tradicionais acabam apagando a curiosidade dos alunos.
Houve também um reforço importante de que aprender começa justamente na vontade de explorar, perguntar e descobrir.
Mais uma vez, isso reforça a direção do nosso trabalho. Colocar a curiosidade no centro é condição para que a aprendizagem aconteça de verdade.
Nem toda inovação responde à pergunta certa
A visita à Alpha School foi provocadora e trouxe uma reflexão importante.
A escola, em Austin, reorganiza o tempo escolar com cerca de duas horas de aprendizado acadêmico personalizado via Inteligência Artificial e o restante dedicado a projetos, sem professores tradicionais, apenas mentores.
A IA pode, de fato, nos ajudar a responder como tornar a aprendizagem mais eficiente. Mas a pergunta mais essencial, sobre como torná-la significativa, com pertencimento e sentido, ainda parece em aberto.
Inteligência Artificial não é o ponto de partida, é uma escolha de caminho
A discussão sobre Inteligência Artificial passa muito mais pelo propósito do que pelo uso em si. Quando colocada a serviço de uma educação com sentido, protagonismo e conexão, ela pode potencializar muito do que já sabemos que funciona. Sem esse direcionamento, tende a se tornar apenas mais uma camada de eficiência, sem necessariamente transformar a experiência de aprender.
O Brasil tem mais a ensinar do que a gente conta
Participar de um espaço global deixou ainda mais evidente o quanto temos experiências potentes para compartilhar, especialmente na construção de soluções em contextos complexos e desiguais.
Existe um repertório sólido de experiências, conhecimento e dados sendo construído por aqui. O próximo passo é ocupar esses espaços com mais intencionalidade e contar melhor as histórias que já estamos vivendo.
Quer acompanhar mais episódios do Diário de Bordo? Continue explorando o blog do Instituto Escolas Criativas.